A recente publicação na revista H2, da autoria de Egídio Calado, elemento de ligação do Instituto Tecnológico do Gás (ITG) ao Instituto Português da Qualidade (IPQ) e responsável pela coordenação da Comissão Técnica 203 (CT 203), evidencia o papel estratégico da normalização no desenvolvimento do setor do gás, em particular no contexto da transição energética e da crescente relevância do hidrogénio.

No seu testemunho, o autor sublinha que a adoção do hidrogénio como vetor energético exige um enquadramento normativo robusto, capaz de garantir segurança, interoperabilidade, qualidade e confiança ao longo de toda a cadeia de valor. A participação na CT 203 permite acompanhar de perto os trabalhos de normalização desenvolvidos a nível europeu e internacional, nomeadamente no âmbito do European Committee for Standardization (CEN) e da International Organization for Standardization (ISO), contribuindo para a definição de requisitos técnicos claros e harmonizados, alinhados com o estado da arte.
Neste contexto, o papel do Instituto Tecnológico do Gás, enquanto Organismo de Normalização Setorial, assume particular relevância. Em articulação com o Instituto Português da Qualidade (IPQ), o ITG dinamiza a CT 203 e assegura a ligação aos trabalhos normativos internacionais, permitindo antecipar desenvolvimentos regulamentares, influenciar o conteúdo das normas e reforçar o posicionamento técnico nacional neste domínio.
“Acompanhar de perto uma comissão técnica é uma alavanca estratégica para reduzir o risco, acelerar a adoção segura e competitiva de requisitos técnicos e fortalecer ecossistemas nacionais e empresariais“, refere Egídio Calado.
A participação na normalização revela-se igualmente determinante para o setor do gás no seu conjunto, ao contribuir para a redução de riscos, para a melhoria da segurança e da eficiência das infraestruturas e para a garantia de interoperabilidade entre tecnologias. Ao mesmo tempo, constitui um fator facilitador da introdução de gases renováveis e de baixo teor de carbono, promovendo condições para uma adoção mais célere e sustentada destas soluções no mercado.
A experiência partilhada neste testemunho reforça a importância de um envolvimento ativo nas comissões técnicas de normalização, enquanto instrumento que permite transformar conhecimento técnico em requisitos aplicáveis, gerar confiança entre os diferentes intervenientes e apoiar a competitividade das organizações.
O IPQ disponibiliza, no seu portal, informação sobre as comissões técnicas de normalização, os benefícios da participação, as questões mais frequentes e os procedimentos para integração, estando esta participação aberta a entidades e especialistas com interesse nas respetivas áreas.
2026-04-22