Desenvolvido em colaboração com a EY-Parthenon, o Estudo de Mapeamento e Desenho do Ecossistema da Qualidade analisa a realidade nacional e identifica oportunidades para reforçar a articulação, a cooperação e o contributo da Qualidade para o desenvolvimento económico e social.

O Instituto Português da Qualidade (IPQ) apresentou, no dia 29 de outubro, o Estudo de Mapeamento e Desenho do Ecossistema da Qualidade, desenvolvido pela EY-Parthenon, no âmbito da 10.ª Reunião do Fórum da Qualidade, realizada nas instalações do Instituto, na Caparica.

Com uma visão estratégica para 2035, o estudo mapeia e caracteriza o Ecossistema da Qualidade em Portugal, identificando os atores que o integram, as regras e competências que o estruturam, bem como as respetivas funções e interligações. Esta análise proporciona uma visão integrada da infraestrutura nacional da qualidade, aprofunda o conhecimento sobre os seus diferentes intervenientes e identifica áreas estratégicas e oportunidades de cooperação, apresentando orientações para a sua evolução na próxima década.

Para Maria João Graça, Vogal do Conselho Diretivo do IPQ, a importância deste trabalho reside também na possibilidade de fundamentar a tomada de decisão em conhecimento sustentado: «Com este estudo ficamos a ter um conhecimento exaustivo do ecossistema, para tomar as melhores decisões».

O trabalho dá continuidade às prioridades definidas na Agenda Estratégica para a Qualidade 2030, elaborada em 2019 no âmbito do Fórum da Qualidade do IPQ, que estabeleceu como desígnio afirmar a Qualidade como uma dimensão transversal do desenvolvimento, um fator de competitividade, inovação e sustentabilidade e um instrumento de apoio às políticas nacionais nos diferentes domínios de atividade.

O diagnóstico evidencia a diversidade de entidades, competências e serviços que integram o Ecossistema da Qualidade e identifica a necessidade de aprofundar a articulação entre os diferentes intervenientes, reforçar a cooperação institucional e promover um maior reconhecimento do valor da Qualidade junto das empresas e da sociedade. Uma atuação mais coordenada poderá potenciar sinergias e contribuir para uma maior eficácia e eficiência da infraestrutura nacional da qualidade.

Entre as áreas estratégicas identificadas encontram-se a transformação digital, a articulação estratégica e a cooperação institucional, a capacitação e o desenvolvimento de competências, a promoção da literacia em Qualidade, a monitorização e supervisão e o desenvolvimento de uma Política Nacional da Qualidade, assente numa governação coordenada, em responsabilidades definidas e em mecanismos de acompanhamento e avaliação.

A transformação digital assume particular relevância, tendo em conta o impacto de tecnologias como a inteligência artificial, a Internet das Coisas, a robótica, a análise de dados, a computação em nuvem e a impressão 3D. A sua integração coloca novos desafios à infraestrutura da qualidade, nomeadamente ao nível da adaptação de normas, metodologias e instrumentos, do desenvolvimento de competências digitais e do reforço da cibersegurança e da confiança digital.

Ao disponibilizar uma caracterização aprofundada do Ecossistema da Qualidade e identificar oportunidades para a sua evolução, o estudo constitui uma base de conhecimento para apoiar a definição de políticas e prioridades estratégicas, reforçar a cooperação entre os seus intervenientes e valorizar a Qualidade enquanto fator estruturante do desenvolvimento económico e social de Portugal.

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Microsite do projeto Qualidade Lisboa 2030

2026-11-01